Primeiro, ela desapareceu sem deixar qualquer rastro depois de aceitar uma carona da própria patroa.
Dias depois, a Polícia Civil revelou o que realmente aconteceu: segundo a investigação, a cozinheira foi assassinada para que a empresária não precisasse pagar sua rescisão trabalhista.
A vítima era Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, cozinheira de uma pousada em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.
O desaparecimento aconteceu no dia 30 de junho de 2026, um dia depois de Berenice ser demitida por causa da baixa temporada.
Segundo a família, ela permaneceria na cidade apenas o tempo suficiente para receber os direitos trabalhistas e, em seguida, voltaria para Igaratá, onde moravam seus filhos.
Na manhã daquele dia, Berenice ainda conversou normalmente com a filha pelo celular.
Poucas horas depois, deixou a pousada pela última vez.
A proprietária do estabelecimento, Eliane Alves dos Santos, afirmou à polícia que havia pago R$ 2,6 mil referentes à rescisão e oferecido uma carona até o trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz.
Segundo ela, Berenice desceu no local e seguiu viagem.
Mas isso nunca aconteceu.
Depois daquele momento, a cozinheira desapareceu completamente. Ela nunca mais respondeu mensagens, não atendeu ligações e não fez contato com nenhum familiar.
Na época, os filhos disseram que Berenice jamais sumiria sem dar notícias.
Eles também relataram que a mãe havia discutido com a patroa pouco antes de deixar a pousada.
Outro detalhe que chamou atenção foi a versão apresentada por Eliane.
Ela afirmou que Berenice teria conseguido outro emprego na região da Praia das Toninhas e pretendia permanecer em Ubatuba.
A família negou essa possibilidade desde o início, segundo os filhos, Berenice nunca comentou sobre outro trabalho e dizia apenas que queria receber a rescisão para voltar para casa.
Agora, com o avanço das investigações, a Polícia Civil afirma ter esclarecido o caso.
Segundo os investigadores, Eliane Alves dos Santos matou Berenice para não pagar a rescisão trabalhista.
A empresária foi presa temporariamente e responderá por homicídio.
Durante a operação, policiais também apreenderam celulares, armas e um passaporte, que passarão por perícia.
Mesmo com a prisão da suspeita, o corpo de Berenice ainda não foi encontrado.
As buscas continuam, enquanto a Polícia Civil trabalha para localizar os restos mortais da cozinheira e esclarecer toda a dinâmica do crime.
Para a família, fica a dor de saber que Berenice acreditava que estava apenas encerrando um ciclo de trabalho para voltar para casa. Segundo a investigação, porém, a última carona oferecida pela patroa foi, na verdade, o início de um assassinato motivado pelo não pagamento da rescisão trabalhista.
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