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terça-feira, 2 de junho de 2026

JOVEM DE 19 ANOS É ENCONTRADA MORTA EM VIA PÚBLICA DE MORRINHOS/CE


Jovem de 19 anos é encontrada morta em via pública de Morrinhos/CE

Uma jovem de 19 anos, identificada como Ana Rerica de Messias, foi encontrada morta na noite desta sexta-feira (29), no município de Morrinhos, no interior do Ceará. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que o corpo da vítima apresentava lesões causadas por objeto perfurocortante.

De acordo com a pasta, o corpo de Ana Rerica foi localizado em uma via pública na localidade de Bom Princípio. A polícia informou que conduziu um suspeito para a unidade policial, onde ele foi ouvido e, em seguida, liberado, por "não haver elementos comprobatórios para uma situação flagrancial no momento".

A jovem atuava como Profissional de Apoio a Crianças com Necessidades Especiais na rede de ensino do município. As investigações seguem em andamento.

Investigação

Em nota, a SSPDS comunicou que equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foram acionadas para o local do crime, onde realizaram os primeiros levantamentos.

O caso está sob investigação da Delegacia de Polícia Civil de Acaraú, unidade responsável pela área. A polícia realiza diligências para elucidar as circunstâncias da morte e identificar os responsáveis pelo crime.

Homenagens e comoção

Ao g1, um familiar de Ana Rerica relatou que ela era uma pessoa trabalhadora e dedicada à família, participando também de atividades na igreja. No tempo livre, a jovem gostava de passear pela cidade de motocicleta, geralmente com as amigas ou com o irmão.

Os familiares ainda não têm clareza do que aconteceu na noite em que ela foi morta. Eles foram informados de que o corpo da jovem não tinha marcas de violência sexual. Os pertences da vítima foram encontrados, mas o celular dela não foi localizado até o momento.

A instituição onde Ana Rerica trabalhava publicou uma nota de pesar lamentando a morte da funcionária e destacando as qualidades da jovem.

"Rerica sempre foi uma pessoa extremamente meiga, dedicada e carinhosa, deixando sua marca no coração de todos que tiveram o privilégio de conviver com ela, especialmente nossas crianças, que recebiam seu cuidado com tanto amor", diz a nota.

Outro caso no mesmo distrito

A localidade onde Ana Rerica foi encontrada é a mesma onde um caso foi registrado há pouco mais de três anos. A jovem Itamara Eny de Freitas, que tinha 19 anos, foi encontrada morta após ter sido abordada por um homem dentro do escritório onde trabalhava e sair com ele em uma motocicleta.

Dois dias depois do desaparecimento, o corpo da jovem foi encontrada em um terreno do distrito de Bom Princípio.

Repostado por: Luciano Melo Oficial/Fonte: Portal G1

segunda-feira, 1 de junho de 2026

POLICIAL PENAL É DEMITIDO POR CRITICAR DIRETOR DE PRESÍDIO EM POEMAS

Policial penal criou blog com poemas em que critica o diretor do Complexo Penal de Tremembé e acabou demitido do serviço público
O policial penal Wilton Borges Viana foi demitido na última quinta-feira (28/5) por ter publicado poemas na internet em que faz críticas à administração penitenciária paulista. Nos cordéis, o agente lotado no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo, mirou principalmente a direção da Penitenciária Feminina 2 de Tremembé, o antigo “presídio dos famosos”.

Wilton criou o blog Amigos do Poeta Penal em julho do ano passado. Em agosto de 2025, publicou o primeiro poema direcionado a André Luiz Bolognin, a quem se refere como Gordinho do Fundão. Bolognin é diretor do Complexo Penal de Tremembé, que abrigou presas famosas, como Suzane von Richtofen e Elize Matsunaga.

“Assim está acontecendo em Tremembé, na P2 feminina do Gordinho do Fundão, onde a cadeia está à beira de um colapso, por incompetência e má administração”, escreveu em um dos poemas.

Ainda em agosto, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) instaurou um processo administrativo contra o policial penal. A ação concluiu que Wilton feriu o Código de Ética da Administração Pública Estadual ao não manter postura compatível com o cargo.

Na portaria que inaugurou o processo disciplinar, a pasta alegou que Wilton havia “propagado, na referida rede social, conteúdo pertinente ao serviço penitenciário capaz de concorrer para o desprestígio da instituição, além de atacar autoridades da SAP e da Policia Penal”.

“As guardas falam que o cheiro é insuportável, pela quantidade de imundice ali exposta; urubus comendo absorventes e ratos saindo do meio das bostas…”, disse em outro poema.

Para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), o trecho tem “linguajar chulo” e “provoca repugnância na mente do leitor”. Além disso, “refletem exatamente o contrário da postura ética desejada e prevista pelo legislador no Decreto nº 69.328/2025”.

Demitido a bem do serviço público

Em consultoria jurídica à SAP, a PGE recomendou, em 25 de maio, a pena de 90 dias de suspensão a Wilton, atenuando a pena de demissão a bem do serviço público, sem conversão em multa.

Apesar disso, publicação do Diário Oficial da última quinta-feira mostra que o diretor-geral da Polícia Penal de São Paulo Rodrigo Santos Andrade optou pela punição máxima de demissão.

Wilton, que era policial penal desde 2013, chamou a decisão de absurda. Ao Metrópoles, o ex-servidor afirmou que fez “críticas institucionais” em seus poemas. “Me sinto indignado, porque eu exerço o direito de crítica. E outra coisa, foi a partir das minhas críticas que ele [diretor] consertou lá”, argumentou.

Em nota, o Sindicato da Polícia Penal de São Paulo (Sinppenal) apontou que a demissão “ecoa os métodos da ditadura militar de perseguir quem ousar criticar o poder”. “Ao expor fragilidades do sistema prisional, Wiltinho acabou colocando a própria casa em xeque, algo que a administração não perdoa”, disse a entidade.

Procurada, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) reforçou que o servidor foi desligado por “violar o Código de Ética da Administração Pública Estadual e a Lei Orgânica da Polícia Penal, ao descumprir orientações diretas de superiores e por colocar em risco a manutenção da ordem e segurança dos presídios ao expor informações pessoais de colegas e do dia a dia das unidades”.

“A SAP esclarece, ainda, que o parecer da Procuradoria-Geral do Estado tem caráter opinativo. A decisão final do processo cabe ao Diretor-Geral da Polícia Penal do Estado de São Paulo após análise de toda a documentação apresentada e a tramitação do devido processo legal.”

Repostado por: Luciano Melo Oficial / Fonte: Metrópoles